Conheça Guarapari a cidade saúde.

    Conheça Guarapari a cidade saúde.

    Conheça Guarapari a cidade saúde.

    felipeapb 15 de fevereiro de 2021 Turismo

    Histórico

    Como muitas cidades litorâneas brasileiras, Guarapari surgiu dos aldeamentos criados pelos jesuítas, com o objetivo de catequizar os índios.
    Por volta de 1580, o Padre Jose de Anchieta e seus missionários, que mantinham assistência regular aos índios, decidiram concretizar a criação de um desses redutos, já idealizados no ano 1569, quando percorriam as terras do Espírito Santo.
    No alto de uma colina, levantou-se um convento para os missionários e uma igreja devotada a Santa Ana, recebendo este lugarejo o nome de Aldeia do Rio Verde ou Aldeia de Santa Maria de Guaraparim, que foi oficialmente fundada no ano de 1585.
    Em 1667, sob o mando de Francisco Gil de Araújo, donatário da Capitania do Espírito Santo, foi edificada uma outra igreja ao lado oposto do convento dedicando-a a Nossa Senhora da Conceição, cujas ruínas estão, hoje, tombadas pelo Patrimônio Histórico.
    Em 1o de Janeiro de 1679, atendendo a uma petição dos moradores que habitavam essa crescente povoação, o donatário Francisco Gil de Araújo, mandou fundar uma vila na barra do rio Guarapari, ordenando a eleição de um Juiz e Vereadores.

    O nome Guarapari tem origem na língua Tupy-Guarani:
    GUARÁ – Uma garça de coloração vermelha;
    PARY – Armadilha ou laço.

    Em 1835, foi criada a Comarca de Guarapari, cuja administração era exercida pelo Presidente da Câmara Municipal, cargo que hoje corresponde ao de Prefeito.
    Em 19 de setembro de 1891, Guarapari recebeu foros de cidade, concedido pela Lei Estadual no 28.
    Com a emancipação política e a descoberta de Areias Monazíticas, em 1898, com vasto emprego na área industrial, a cidade foi projetada nacional e internacionalmente.
    O marco do surgimento de Guarapari como cidade turística, deu-se no período entre 1930 e 1940, quando o Dr. Silva Mello, médico-cientista, assistente do Instituto de Radium de Berlim, no decurso da Primeira Guerra Mundial, veio para Guarapari realizar estudos médicos sobre as propriedades radioativas das areias monazíticas, que tinham eficiente atuação sobre os reumáticos, os gotosos, os neuríticos e portadores de toda espécie de artríticos.
    Os resultados de seus estudos sobre as propriedades terapêuticas das areias monazíticas, assim como as belezas naturais da cidade publicadas no Jornal do Brasil, provocou um intenso movimento de veranistas, vindos até de pontos longínquos do Brasil, que superlotavam as praias e inúmeras pensões e hotéis existentes.

    Guarapari, hoje, tornou-se o maior pólo turístico do estado do Espírito Santo, servida por vasta rede hoteleira, que engloba 63 estabelecimentos, bons restaurantes e agitada vida noturna, especialmente durante a temporada de férias. Neste período a cidade que tem uma população fixa de 90 mil habitantes, recebe um contingente de aproximadamente 500 mil turistas.

    Pontos históricos

    Casa da Cultura: funciona atualmente como posto de informações turísticas e espaço para exposições. Outrora o prédio foi sede da Prefeitura, abandonado na década de 70 por ser pequeno para tal papel.

    Funcionou também como Câmara dos vereadores e cadeia pública. O prédio tem mais de 150 anos, é o que comprovam registros antigos. Tendo sofrido, em 1988 uma reforma, sendo suas características originais rigorosamente preservadas. A Casa da Cultura localiza-se na Praça Gerônimo Monteiro, centro da cidade.

    Velha Matriz: Construída pelo Padre José de Anchieta em 1585. Foi inicialmente dedicada a Sant’Ana e a Santa Maria e quase duzentos anos depois passou a homenagear Nossa Senhora da Conceição.

    Recebeu detalhes neo-barrocos em uma reforma datada de 1878; passando a fazer parte do patrimônio nacional em 1978. Atualmente a sacristia funciona como Museu Sacro, incluindo em seu acervo castiçais, cálices, crucifixos e imagens do século XVIII de várias santas. A Velha Matriz localiza-se no Morro da Igreja.

    Ruínas da Igreja: Datada de 1677, sua construção é feita de pedras sobrepostas, unidas por uma massa feita de barro, areia, conchas trituradas e óleo de baleia. Nunca foi inaugurada por ter pegado fogo antes disso.

    As Ruínas da Igreja são dedicadas à Nossa Senhora da Conceição, e também está situada no morro da Igreja. O que restou do prédio já foi cemitério, horta dos alunos da escola pública e sua torre serviu de cadeia.

    Areias Monazíticas

    A descoberta e a exploração das Areias Monazíticas no inicio do século, assim como os artigos publicados pelo Dr. Silva Mello, exaltando os benefícios que sua radioatividade exerciam sobre a saúde, especialmente nas pessoas que sofriam de reumatismo, gota, e portadores de toda espécie de artríticos, projetaram Guarapari nacional e internacionalmente como “Cidade Saúde”.

    As monazíticas englobam diversos tipos de areias que, além de suas propriedades medicinais, têm diversos empregos na área industrial, dos quais podemos citar os seguintes:

    Ilmenita de cor preta

    Granada de cor vermelha

    Monazita de cor amarela, que contém os seguintes elementos:

    • Tório – do qual se extrai o hélio, usado na fabricação de camisas incandescentes para lampiões;
    • Óxido de Neodínio – utilizado em raios laser e fabricação de televisores à cores;
    • Óxido de Cério – utilizado na fabricação de lentes fotográficas e indústria ótica corretiva;
    • Óxido de Lantânio – usado em ótica de alta precisão e em ligas especiais;
    • Óxido de Terras Raras – empregado no polimento de vidros óticos e de televisores, ferros e ligas;
    • Carbonato de Terras Raras – usado na composição de vidros óticos;
    • Fluoreto de Terras Raras – usado na metalurgia, para obtenção de aços e ligas especiais.

    Zirconita de cor cinza, utilizada na indústria ótica e de vidro, na indústria química e metalúrgica, esmaltes porcelanizados, louças de primeira qualidade, cerâmica e também emprego terapêutico, devido a penetração de seus raios gama.

    A notícia de curas extraordinárias de pessoas que chegavam em Guarapari amparadas por muletas ou em cadeiras de rodas, propagou-se por todo o País, indo até a Europa.

    O embaixador da Áustria, Barão D’Adrian, quando aqui esteve, por volta de 1941/1943, escreveu carta a um amigo, que acabou sendo publicada em revista e posteriormente transcrita no livro do Dr. Silva Mello.

    A seguir, a transcrição de um pequeno trecho dessa carta:

    “Já Guarapari nos leva a recordar as paisagens marinhas da Côte d’Azur, superando-as porém com vantagem. Suas praias são incomensuravelmente mais extensas do que as nossas do Sul da França. A qualidade da vegetação é tão diferente! As árvores e suas flores ostentam a exuberante prodigalidade do esplendor tropical. Paira no ar uma suavidade que lhe é dada por uma temperatura sempre constante. Durante todo o ano, o clima se conserva eqüidistante do calor abrasador e do frio, fazendo lembrar aquelas ilhas abençoadas do Pacífico, hoje refúgio predileto dos milionários americanos.
    Fala-se em casos surpreendentes de cura. Eu mesmo, velho e inveterado peregrinador das terras de maior renome da Europa, e sem resultados convincentes, senti, já no oitavo banho conjugado de areia e de mar, uma acentuada melhora de meu estado de saúde”.

    Em razão de seus estudos, o professor Silva Mello escreveu no seu livro:

    “Dei-me conta de que me encontrava diante de qualquer coisa de singular e extraordinário, que estava LONGE DE SUSPEITAR PUDESSE EXISTIR NA SUPERFÍCIE DO PLANETA”.

    Como chegar

    Guarapari está localizada ao sul de Vitória, capital do Estado do Espírito Santo, fazendo parte integrante de sua região metropolitana. É caracterizada por um belíssimo litoral, banhado por águas claras, e propícias ao mergulho e à pesca.

    A Rodovia do Sol (ES-060), que corta quase todo litoral do Espírito Santo, é bem movimentada durante o verão. Ela acompanha o mar durante quase todos os 120 quilômetros que separam Vitória de Marataízes, no extremo sul do Estado, passando por Vila Velha, Guarapari, Anchieta, Piúma e, depois de Marataízes, seguindo por mais 58 quilômetros em estrada sem pavimentação até a divisa com o Estado do Rio, na foz do rio Itabapoana.

    Guarapari é o maior centro turístico do Estado. A cidade tem bons hotéis, restaurantes variados, além de uma vida noturna movimentada durante todo o verão, principalmente na Praia do Morro, com seus bares e quiosques à beira-mar. Em Nova Guarapari e Meaípe, uma vila de pescadores famosa pelo seu artesanato de rendas e pela tradicional moqueca capixaba, estão localizadas as boates, locais onde se reúnem jovens e adultos para curtir às madrugadas.

    População: 126 701 habitantes
    Área: 580 Km
    ²
    Temperatura média anual: 25oC
     

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